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Mobilidade urbana tem que ser prioridade agora

23/08/2016 | Seminário Nacional NTU

Com o objetivo de abordar os aspectos estruturais da crise no país, os desafios do presente e as perspectivas de futuro, incluindo o tema mobilidade urbana, o cientista político Carlos Melo fará durante sua participação no evento, uma análise profunda e polêmica do atual cenário político do Brasil. Em sua avaliação, o país passará por momentos difíceis, mas que apontam para um futuro que promete mudanças consistentes com ganhos para todos a longo e médio prazo. O tema será abordado na palestra de encerramento de terça-feira (23) “O Brasil e seu labirinto: do esgotamento estrutural à crise nacional”, com abertura às 16h30.

Com relação à mobilidade urbana, o cientista político – que é mestre e doutor pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e professor do Insper - faz a seguinte reflexão: “Tem que discutir a educação? Sim, mas como professores e alunos chegarão à escola? Quer discutir trabalho? Mas como o trabalhador chegará ao seu trabalho? Tem que discutir leis trabalhistas, educação... mas as pessoas precisarão chegar aos locais. Não dá para pensar no país parceladamente”.

Ainda sobre o assunto, Melo avalia que é preciso definir prioridades. “Ou se pensa de forma sistêmica e crítica, ou não se mudará nada”, afirma. O cientista, que também é autor do livro “Collor: o ator e suas circunstâncias” (Novo Conceito), afirma que ainda vivemos uma grande crise de liderança política. “O país precisa de uma nova geração de políticos para fazer um bom diagnóstico, construir um projeto e, mais importante, comunicar e persuadir a nação, de forma geral, de que é necessária uma mudança”.

De acordo com Melo, existem saídas para que o país vença os desafios desse cenário de crise político-econômica. Acredita que é necessário fazer reformas: da previdência, tributária, fiscal, trabalhista, política e urbana para lidar com todos os problemas da mobilidade. E aponta para um dos grandes desafios dessa jornada. “O grande problema é: com que sistema político vai-se fazer isso. Porque uma vez que se tem um colapso do sistema político, tem-se também um colapso de liderança. O Brasil vive, no momento, em um labirinto e é necessário buscar saídas.”

Em outra análise, o palestrante reconhece que reforma política tem perda para os políticos. Que reforma urbana atinge o automóvel particular, mas tudo o que precisa ser feito, segundo ele, vai afetar o status quo, seja de quem for. “Do político, do cidadão comum, de prefeitos e governadores, da presidência, de atribuições dos entes federativos... todo mundo vai perder alguma coisa caso queiramos reformar globalmente o país.”

CARLOS MELO é cientista Político, mestre e doutor pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e professor tempo integral do Insper desde 1999. É também analista político, com participação ativa em vários veículos de comunicação, palestrante e consultor de empresas nacionais e estrangeiras. Colaborador do jornal O Estado de S.Paulo, é colunista de O Estadão online. Pesquisador de temas como eleições, partidos, conflito político e liderança política, Melo é integrante da equipe do Centro de Políticas Públicas do Insper e pesquisador associado ao grupo Qualidade da Democracia, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). É professor de Sociologia e Política (Graduação) e de Estratégia e Política (Mestrado), e do Curso de Relações Governamentais, todos no Insper. É autor do livro “Collor: o ator e suas circunstâncias” (Novo Conceito).

 

Painel – 23/08 – “O Brasil e seu labirinto: do esgotamento estrutural à crise nacional”

Abertura: 16h30

 

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